domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Garota da Rua à Direita pt. 3

                                  por Lely Finnegan

Maya continuava a me enlouquecer sem nem mesmo saber...Eu pensava em mil formas de abordá-la, mas nenhuma delas era boa o bastante para causar uma boa impressão.
Certo dia no trabalho, uma moça que trabalhava no mesmo escritório de advocacia que eu, me parou no corredor para bater papo. Eu nunca havia percebido o quanto ela era bonita realmente. Seu nome era Teresa, tinha pele morena, olhos castanhos, cabelos escuros e grandes, era magra, bem magra e alta, tinha quase a mesma altura que eu (1 m, 76 cm) mas o que mais chamava atenção nela eram seus lábios, grandes e carnudos, que dão de 10 a 0 nos da Angelina Jolie (atriz de Hollywood).
Apesar de ela mesma ter me parado no meio do corredor, Teresa era bastante tímida e nossa conversa ficou um pouco travada, demorei a entender que ela queria me chamar para sair porque ela não conseguia ir direto ao ponto. Mas é claro que eu aceitei, disse que marcaria com ela um dia e um horário bom para ambos e, assim, trocamos números de telefones.
Os dias seguiram normalmente, eu no escritório atolado de processos chatos durante o dia, a tarde regando as plantas apenas para esperar Maya passar em meu portão apressada e linda, como sempre.
Eu havia me esquecido completamente de Teresa e certo dia ela me ligou:
  Oi Gregory! Aqui é a Teresa!
  Ah, olá Teresa, está tudo bem?
  Sim, tudo em ordem por aqui. E como você está?
  Estou bem, obrigado!
  Estive esperando você me ligar, aconteceu alguma coisa?
  Oh, desculpe. Estive muito atarefado com uns processos, não deu tempo de te ligar, mas fique tranquila, eu não me esqueci de você!
  Ah, tudo bem então. Quando você tiver um tempo livre me ligue, estarei esperando por você!
  Sim, tudo bem. Eu ligarei em breve!
  Tchau.
  Até mais!
Eu não podia confessar a ela que eu havia me esquecido completamente de ligar para ela, mas também não marquei nada na hora em que ela ligou porque não gosto de ser pego de surpresa. Enquanto eu falava com Teresa no telefone, Maya passou pelo meu portão e eu não a pude ver naquele dia. Sentei-me na varanda e fiquei pensando no que ela deve fazer todos os dias pontualmente a 16h30min. Criei algumas teorias idiotas, outras mais aceitáveis, mas eu ficava mais curioso porque eu nunca a via voltar para casa. Será que ela voltava de carro e por isso eu nunca a veria? Ou será que ela voltava de madrugada, no horário em que eu já estava dormindo?
Eram muitas perguntas, mas para nenhuma delas eu tinha uma resposta certa, ou pelo menos, ainda.



( Continua )


Link para os primeiros posts dessa história:
A Garota da Rua à Direita parte 1.   
A Garota da Rua à Direita parte 2.

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