domingo, 24 de julho de 2011

Harry Potter e o Final Derradeiro



Esta é a primeira critica que faço ao final da série Harry Potter que estreou no último dia 15, uma vez que meus dois últimos textos tenham sido bastante pessoais. O filme que foi considerado o mais aguardado do ano surpreendeu muitos fãs e não-fãs, sendo até aplaudido de pé em certos cinemas. Ao todo, pude assisti seis vezes, alternando entre versões legendadas, dubladas, 2D e 3D. Talvez tenha sido o fascínio que não é novidade para ninguém, mas garanto que essas visitas ao cinema me deram muito o que falar sobre o filme. Tanta coisa mesmo, que precisei cortar algumas delas para o texto não ficar enjoativo.

O filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 é o menor da série que vem arrebatando fãs desde 2001. Com apenas duas horas e dez minutos de duração David Yates (diretor), os Davids Heyman e Barron (produtores) e Steven Kloves (roteirista) se redimiram com os fãs que acharam algumas das outras produções um tanto quanto falhas (leia-se Enigma do Príncipe, sexto da série). O filme, apesar de ter uma classificação não recomendada para menores de 14 anos pela presença de sequências violentas, assustadoras e com linguagem imprópria, traduziu tudo o que os capítulos finais do livro da britânica J.K Rowling quis passar.

O filme é centrado na caça e na destruição das últimas horcruxes (partes da alma) do vilão Voldemort e no ápice da batalha entre bruxos do bem e bruxos do mal, seguidores do senhor das trevas. E após a sequência do dragão num único piscar de olhos você já está sendo transportado para dentro de Hogwarts, onde a batalha final está prestes a se iniciar. Assim como no livro, há bastante mortes. Algumas merecidas, outras nem tanto, que faz chorar até mesmo quem não é fã. Personagens como Neville Longbottom (interpretado por Metthew Lewis) ganham destaque e por um momento você esquece do garotinho desajeitado do primeiro filme.

Cortes, é claro que houveram aos montes, mas nem isso conseguiu tirar a essência de tragédia e fim do longa. Algumas cenas que ficaram de fora fizeram bastante falta, como por exemplo a explicação de Aberforth(Ciarán Hinds) sobre o passado tenebroso do mestre Dumbledore envolvendo seu relacionamento com Grindewald (Jamie Campbell Bower) e a culpa pela morte de Ariana(Hebe Beardsall), sua irmã. A visita de Harry (Daniel Radcliffe) à sala comunal da Corvinal também fez falta, uma vez que acrescentado à cena o filme não ficaria tão grande se esta era a preocupação. Mas sem dúvidas o que indignou muitos fãs por ficar de fora foi o diálogo de Harry e Voldemort (Ralph Fiennes) antes de começarem a duelar e logo após o momento em que Potter conserta a própria varinha de pena de Fênix e guarda a Varinha das Varinhas. Ao invés disso, preferiram mostrá-lo quebrando o objeto, uma vez que ele poderia ter apenas dito a frase do livro: A varinha não vale o estrago que fez.

As atuações foram espetáculos a parte. Daniel Radcliffe finalmente mostrou que não há outra pessoa para interpretar o bruxo a não ser ele, que já nasceu para o papel. Rupert Grint (Rony) e Emma Watson (Hermione) fizeram o clima romântico como sempre, deixando claro todos os sentimentos que supriram durante os sete filmes. Helena Bonham-Carter (Belatriz Lestrange) foi outra que brilhou como sempre. A atuação de Helena não me surpreendia pelo fato de saber que ela era sim uma excelente atriz, mas dessa vez me chocou. Tanto na atuação dela como Emma Watson (cena da poção polissuco) quanto na de mais fiel serva de Voldermot foram fantásticas. Parece que não é apenas Johnny Depp que se encaixa em qualquer papel. E o oscar de melhor ator deve ir para Alan Rickman, o professor Snape. Odiado por muitos até certo momento do filme, vemos desenrolar a história do personagem em memórias do passado e percebemos que Alan se dá por inteiro para o papel. Vemos pela primeira vez o professor de nariz curvo chorar e demonstrar de que lado realmente faz parte.

Apesar da trilha sonora das cenas do Epílogo (19 anos depois) fazer meus olhos lacrimejarem, estive atento a todos os detalhes da cena final. A aparência dos filhos de Harry e Gina e Rony e Hermione foi extremamente fiel ao livro. As crianças escolhidas conseguiram fechar com chave de ouro numa plataforma 9 3/4 apinhada de gente. O diálogo entre Harry e o filho, Alvo Severo também não ficou de fora e foi o responsável pelas minhas lágrimas. Tenho certeza de que para os fãs como eu naquele momento veio a cena de um Harry com 11 anos chegando sozinho na plataforma, o que facilitou o choro excessivo ao ver a tela se apagar e os créditos começarem. Iniciava-se uma nova fase para todos nós. O final de uma saga terminou de maneira fabulosa, não importando quais foram os erros ou acertos. Acabou e o que não faltou foram aplausos. De bruxos e claro, principalmente de trouxas.

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